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​Comentário de filme, segunda feira, 15 de julho 2013

Hoje, cheguei no Hospital Sta Joana às seis e quinze da manhã para fazer uma cintilografia do coração. Saí às 15 horas. Desde as sete, me submeteram primeiramente a um contraste na veia que agride o organismo e faz mal ao fígado. Depois tive de entrar três vezes naquela máquina dentro da qual você fica imóvel durante meia hora escutando os ruídos do aparelho que te fotografa por dentro e sem poder se mexer. Sai, caminha dez minutos, espera uma hora e meia e entra de novo na tal máquina. E assim por três vezes. Tudo isso para no final dizerem que não há nada de novo, a cirurgia cardíaca feita ha dois anos continua eficaz e nada há de errado no plano do coração. Graças a Deus. 

Saí tão cansado que no final da tarde resolvi fazer um programa diferente: ir ao cinema ver um dos filmes baseados no gibi preferido do meu tempo de criança. Fui ver o novo Superman, "O homem de aço". Nada a ver com a inocência do personagem antigo. Agora é um filme só de efeitos especiais e estilo norte-americano, isso é, a alegria do diretor é destruir tudo o que encontrar pela frente. Em cada luta com o bandidão, a cidade inteira é destruída, edifícios tombam, carros se incendeiam e o mundo parece que vai se acabar. E também como em todo filme norte-americano que se presa (menos o antigo "ET, o Extra-terrestre"  e "Contatos imediatos do 3o grau" do Spielberg dos anos 80), é claro que o alienígena é sempre inimigo e quer destruir o planeta e a humanidade. Antigamente eles se vestiam de vermelhos como todo comunista e representavam a União Soviética (do Espaço sideral) Hoje, são terroristas espaciais soltos de algum planeta perdido (Kripton). É incrível como atores bons e famosos se prestam a representar semelhante bobagem. Voltei sem lembrar minha infância e sem poder dizer que o filme atual, muito mais técnico, é ao menos agradável de ver. Desde o começo da história já sabemos onde vai dar e como vai se concluir. A gente fica olhando o relógio esperando que acabe.  Vamos ter de procurar a criança dentro de nós em outra fonte. 

Marcelo Barros

Camaragibe, Pernambuco, Brazil

Sou monge beneditino, chamado a trabalhar pela unidade das Igrejas e das tradições religiosas. Adoro os movimentos populares e especialmente o MST. Gosto de escrever e de me comunicar.

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