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Conversa, domingo, 10 de julho 2016

Hoje, cheguei na celebração da Igreja das Fronteiras me perguntando se valia a pena eu fazer o esforço que faço para conseguir tempo e ir lá celebrar, se por algumas informações que tenho, algumas pessoas não compreendem minha tentativa de tornar a eucaristia mais comunhão profunda entre as pessoas e mais ligada à vida de cada dia... E quando me perguntava sobre isso, Deus me deu uma resposta clara. Chegou para celebrar conosco um grupo de umas doze pessoas - homens e mulheres - coordenados por Artur Peregrino, amigo desde o tempo de juventude. Grupo de romeiros populares - peregrinos que há 30 anos percorrem a pé o Nordeste de Juazeiro do Norte a Canudos na Bahia, de Recife à Serra da Barriga em Alagoas e por tantas situações de dor e sofrimento das comunidades para comungar com o povo mais empobrecido. Desse grupo fazem parte dois pastores e uma pastora da Igreja Batista. Todos participaram conosco e animaram a eucaristia de hoje, com cânticos muito bonitos, testemunho belo e profundo e com uma fé que fala alto mesmo se está em silêncio... 

O evangelho do bom samaritano nos ajudou a compreender que todos nós somos peregrinos no caminho do outro e que não se trata de perguntar quem é nosso próximo e sim como disse Jesus, saber de quem somos nós próximos. E a eucaristia é esse alimento que nos cura para nós também curarmos a ferida dos irmãos e irmãs que encontramos feridos no caminho da vida. 

Marcelo Barros

Camaragibe, Pernambuco, Brazil

Sou monge beneditino, chamado a trabalhar pela unidade das Igrejas e das tradições religiosas. Adoro os movimentos populares e especialmente o MST. Gosto de escrever e de me comunicar.

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