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Conversa, sexta feira, 18 de março 2016

Hoje, pela primeira vez em minha vida, fui a uma manifestação partidária pública. Fui à concentração dos movimentos sociais e partidos que formam a coalizão do governo contra o impeachement e a favor da Democracia. No Recife, era uma multidão. Os organizadores falam em mais de cem mil pessoas. Mesmo que não chegue a tanto, certamente eram mais de 50 mil. E de fato, era bonito ver a unidade e entrosamento de todos. Fiquei contente de saber que em todo o Brasil essas manifestações aconteceram pacificamente e todas com muita gente. Isso revela duas coisas:

1º - Não é verdade que o Brasil inteiro queira o impeachement. Mesmo se somos minoria, ao menos somos uma minoria expressiva e que ainda reúne muita gente do povo e muitas organizações de base.

2° - A grande tristeza é que o Judiciário ficou realmente desmoralizado. Ninguém ganha com isso. É doloroso e vergonhoso ver o povo brasileiro constatar que o Supremo Tribunal Federal e o Ministério Público se transformaram em poderes a serviço de um partido e contra o outro... Em quem, agora, vamos poder acreditar?

Vi pela televisão uma entrevista do procurador geral da República Rodrigo Janot. Ele está em Paris e se manifestou a respeito do grampo ilegal feito contra Lula e a presidente da República. Ele reconheceu que sabia do grampo e que nada tinha de mal. Para ele, era normal porque foi autorizado por um juiz. Isso porque a pessoa investigada era Lula e não a presidente. Então, era normal... Muito triste....

A luta continua e a gente não pode perder a esperança. 

Marcelo Barros

Camaragibe, Pernambuco, Brazil

Sou monge beneditino, chamado a trabalhar pela unidade das Igrejas e das tradições religiosas. Adoro os movimentos populares e especialmente o MST. Gosto de escrever e de me comunicar.

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