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Conversa, terça feira, 22 de março 2016

Para mim, é um certo sofrimento estar fora do Brasil nesses dias em que vivemos um momento tão doloroso e difícil da vida brasileira. Estou em Cuernavaca, México, em um retiro com as irmãs beneditinas daqui. O lado bom é que posso eu mesmo me preparar melhor para celebrar o Tríduo Pascal e a festa da Páscoa que sempre em minha vida tem sido uma força muito grande e que me dá muita, muita alegria de celebrar com uma comunidade de vida. Desde que perdi a minha, vivo em busca disso... E o momento da Páscoa é quando mais sinto essa falta. Do outro lado, procuro me manter informado e em comunhão com os movimentos sociais, as comunidades e meus amigos e amigas que, em geral, salvo raríssimas exceções, todos são contra qualquer tentativa de golpe, apesar de termos muitas críticas ao governo e muitas insatisfações com o modo da presidente Dilma se comportar nessa crise.

Hoje é o dia mundial da água. Que responsabilidade para nós essa luta para transformar a água em direito fundamental e reconhecido para todo ser vivo. 

Acabo de ler na internet a notícia sobre os atentados no aeroporto e no metrô de Bruxelas, na Bélgica. Meu Deus, que coisa horrível. Isso significa um agravamento de toda a crise internacional, uma piora muito grande para a situação dos migrantes e um aumento do ódio e da violência dos impérios justificada por esses atos terroristas. Por mais que tentemos compreender, é difícil... O mundo se torna muito mais cruel e sempre menos seguro. 

Marcelo Barros

Camaragibe, Pernambuco, Brazil

Sou monge beneditino, chamado a trabalhar pela unidade das Igrejas e das tradições religiosas. Adoro os movimentos populares e especialmente o MST. Gosto de escrever e de me comunicar.

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