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Texto e palestra, sexta feira, 27 de julho 2012

Queridos irmãos e irmãs, 

Voltei agora de um encontro e jantar com Marcelo Gleiser, físico nuclear e cientista brasileiro que mora nos Estados Unidos e vem ao Recife para amanhã ter comigo um debate sobre ciência e fé. Um homem simples e muito acessível, mas, ao mesmo tempo, extremamente bem informado e por dentro de todos os campos da Física, Biologia e Cosmologia. Diante dele, descubro que sei muito poucas coisas, mas estou disposto a aprender e a dialogar. Pediram-me um texto no qual, como cristão, eu reagisse às descobertas novas da ciência. Então elaborei esse texto que, é claro, não lerei amanhã, mas darei como referência a quem for ao Mar Hotel para participar do nosso debate: 

Vozes do Cosmo, revelações divinas

De 19 a 25 de outubro de 2009, aconteceu em São Paulo, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, com a presença de físicos, biólogos e cosmólogos. A imprensa comentou: “Para a ciência que se leva a sério, Deus e a hipótese da criação não têm lugar”. Entretanto, um dos livros vendidos no evento se chama “A Criação: como salvar a vida na Terra”[2] de Edward O. Wilson, um dos maiores biólogos da geração atual. Em linguagem simples, o livro é uma longa carta a um pastor pentecostal, com o qual o biólogo conversa sobre a necessidade de unir ciência e fé para salvar a vida na Terra. O autor diz claramente que não crê em Deus e menos ainda na doutrina bíblica da Criação (ou o que ele julga significar isso). Apresenta sua visão de “Natureza”, as leis fundamentais da biologia e a urgência de unir a humanidade em uma “aliança pela vida”.

Também Marcelo Gleiser, físico e cientista, nosso irmão e companheiro de buscas, em artigo recente, afirmou: “Mesmo se a vida complexa existir no cosmo – e não podemos afirmar que não exista – está tão distante daqui que, na prática, estamos sós e temos a habilidade de pensar. Somos raros e preciosos. Somos como o universo reflete sobre si mesmo. Portanto, (...) temos de adotar uma nova ética que nos eleve acima da moralidade tribal que vem dominando a história da civilização por milênios. Precisamos preservar a vida a todo custo, transformando-nos nos guardiões desse mundo”[3].

Ao ler esses argumentos, fiquei imaginando, sobre este assunto, um diálogo entre um cientista e alguém de fé não fundamentalista. Não para provar que “a fé tem razão” e sim para aprender mais com as diversas posições do diálogo e confirmar que, provavelmente, cada um dos lados pode se enriquecer, ao compreender melhor as posições do outro/a parceiro/a. Nunca poderia imaginar ter o privilégio e a graça desse diálogo com Marcelo Gleiser.

Mesmo não sendo especialista no assunto, a leitura deste tema me fascina e partilho com vocês algumas reflexões sobre como a fé pode assumir a nova relação entre essas revelações surpreendentes da ciência e como isso questiona e transforma a compreensão das teologias tradicionais e, especificamente da exegese bíblica.  Há mais de dois séculos, a exegese bíblica descobriu que não podia interpretar ao pé da letra que a humanidade inteira veio de um único casal (Adão e Eva) e que o ser humano foi criado  por Deus em um estado de perfeição original – um estado paradisíaco e que isso foi perdido pelo pecado e assim por diante... Mas, já no século XVI, Galileu dizia que a Bíblia não podia ter razão ao dizer que o sol parou para Josué ganhar a vitória contra os amalecitas. Condenado pela Inquisição, ele morreu dizendo: Eppur si muove! Entretanto, ela se move, sim...

De lá para cá, a ciência obrigou a fé a se tornar mais humilde e menos pretensiosa e arrogante ou dogmática. Então, a fé já deve muito à ciência. Já deveu aprender uma lição fundamental. Descobriu que a revelação divina não se dá só na Bíblia, nem somente nos livros sagrados de outras religiões, mas também nas pesquisas científicas de hoje.

1 – A misteriosa voz do Cosmo.

Quem ama o Cinema se recorda que, no filme “2001, Uma Odisséia no Espaço” de Stanley Kubrick (1968), havia um monólito misterioso que emitia um som e atraía os seres humanos a novos horizontes do universo. Seria uma parábola da “melodia secreta” que, conforme as palavras do astrofísico Trinh Xuan Thuan, o cosmos contém[4]?

É tarefa da ciência decifrar esta mensagem. Ela é complexa e, pelo que dizem as pessoas que estudam os novos parâmetros da Física e da Cosmologia, quando há uma nova descoberta da ciência, surgem também novas e maiores questões. Neste contexto, a pergunta primeira é o que nos diz o Cosmos sobre nossas vidas e nosso destino, temas que antes perguntávamos à fé e às revelações das diversas religiões.  

“A Cosmologia é a ciência cujo objetivo é descrever e tornar compreensível, de acordo com as leis da física, as propriedades típicas do Universo, considerado como um todo”[5]. Mário Novello, cosmólogo brasileiro, explica que o Universo “se identifica com a totalidade do espaço, do tempo, da matéria e da energia”[6].   

 A partir de dados observacionais, o astrônomo norte-americano Edwin P. Hubble (1889 – 1953) deduziu um afastamento das galáxias e introduziu na ciência o conceito do universo em expansão. Esta foi, talvez, a maior descoberta já feita na Cosmologia. É como se a Ciência nos provasse que a Criação, não só está incompleta, como, de certa forma, ainda não se deu. É um processo e este processo está se acelerando. Esta aceleração do universo é associada a uma substância estranha que se convencionou chamar de “energia escura”, por enquanto, indectetável. Ninguém sabe bem o que é exatamente essa energia escura, de que é feita e quais suas leis. Se há cem anos, a ciência se julgava dona de todos os enigmas e com resposta para tudo, hoje, tem de ser humilde e reconhecer esta parte de desconhecido que alguns cosmólogos não hesitam em chamar de “mistério”, linguagem que, na história, se tornou um termo teológico e comum ao universo religioso. Aí é a ciência que também tem de ser humilde e reconhecer-se sempre incompleta e aberta para aprender.

Dizer que o universo contém mistérios, não quer dizer que tais elementos são de natureza incompreensível, nem que a ciência abra mão de compreendê-los. Apenas que, atualmente, não os domina.

“O que se sabe, hoje, é da existência de bilhões de galáxias. Falam em cem bilhões. Somente a nossa galáxia, cujo diâmetro é vizinho de 300 mil anos luz, pode contar 200 bilhões de estrelas que giram em torno do seu centro. Nosso sistema solar descreve nesta galáxia uma trajetória circular em 250 milhões de anos. Bilhões de cometas giram em redor do sol”[7]. “Em um pequeno planeta, localizado na orla de uma destas 100 bilhões de galáxias, cada uma delas com mais de 10 bilhões de estrelas, há cerca de apenas duzentos mil anos, vive a humanidade”[8].

Quando falamos em humanidade, também sabemos que o corpo humano é formado por uma centena de bilhões de células. No centro de cada célula, 23 pares de cromossomas determinam o conjunto das características de um indivíduo. O cromossoma é duplo, envolvido sobre ele mesmo e composto mais ou menos de cem mil moléculas de ADN. Entre as moléculas, três a cinco por cento são de genes. Estes comandam a fabricação de proteínas que asseguram o bom funcionamento do nosso organismo. Isso faz a ciência concordar que o ser humano é uma maravilha da natureza ou da criação. Houve um tempo em que pensávamos que éramos os únicos ou os melhores. Na Bíblia, o Gênesis diz que toda a criação é boa e bela, mas o ser humano é o único ser plasmado à imagem e semelhança divina (Gn 1, 28).

A ciência atual nega qualquer superioridade humana. Revela que não há diferenças substanciais entre o corpo humano e o de outros animais. “De uma bactéria a um ser humano, a maquinaria química é essencialmente a mesma, tanto em suas estruturas, como no seu funcionamento”[9]. Em Paris, o biólogo J. Gould convidou o ser humano a “relativizar a sua arrogância diante dos outros animais”.

Os cientistas também descobriram que os elementos presentes no corpo animal são os mesmos que se encontram nos corpos das estrelas. Para haver vida, é preciso haver uma longa cadeia de carbono. O carbono só é produzido nas estrelas. Só que estas têm uma temperatura tão alta que só quando uma delas explode e morre, o carbono, esfriado a uma temperatura possível, é encontrado na terra e aí uma combinação seqüencial faz surgir a vida. Todos os seres vivos, somos uma espécie de poeira de estrelas. “Somos os restos mortais de uma estrela” [10].

Embora tenha uma vocação única de vida consciente e que pensa, o ser humano faz parte de uma comunidade maior que, como chama a Carta da Terra, é “a comunidade da vida”.

O que isso coloca como questão para as teologias e as compreensões de revelação divina no Cristianismo e em outras religiões?

A Cosmologia não pode fugir das questões sobre a origem do Universo. “O futuro da pesquisa está no passado do Universo. Explicar o que hoje existe implica entender os primeiros instantes do Universo. Se não se compreende como começou, não se pode formular uma teoria consistente para o que hoje se observa”[11]. A tese do big bang, explosão inicial que teria dado origem ao Universo atual, além de ser cada vez mais contestada por muitos biólogos, é como um passo seguinte ao que seria a origem. Sem querer dar uma resposta definitiva a questões que estão apenas nascendo, tentarei aqui explicitar como a Teologia bíblica pode considerar estas provocações e pode entrar em novos caminhos.

2 – O que não cremos ao crer e como interpretar o que se crê

“Devemos estar sempre prontos a prestar contas daquilo que cremos e esperamos” (Cf. 1 Pd 3, 15). Por isso, precisamos estar abertos a descobrir na ciência contemporânea e nas diversas culturas a expressão de uma sabedoria que comumente não contradiz, mas completa e corrige algumas das revelações que ouvimos das tradições religiosas. Em cada caminho espiritual, há concepções específicas sobre como compreender a revelação divina. No caso da fé judaico-cristã, a Escritura é como uma partitura musical que contém a escritura da Palavra. Esta Palavra é inspirada por Deus, mas assume a incompletitude e ambigüidades de tudo o que é humano.

Nos séculos passados, quando estudiosos como Galileu e Giordanno Bruno formularam doutrinas que não se sustentavam na compreensão literal da Bíblia, foram condenados. Hoje, a maioria dos judeus e cristãos aceita que a Bíblia contém equívocos de geografia e história. A linguagem dos textos depende da cultura da época e local em que foram escritos. Na própria revelação divina há uma evolução. A segunda carta de Pedro confessa: “a palavra dos profetas é como uma lampadazinha que brilha em um lugar escuro até que o dia clareie e o astro da manhã brilhe em nossos corações” (2 Pd, 1, 19 ss).

Nenhum dos profetas ouviu “diretamente” uma palavra divina. Eles intuem uma palavra divina nos fatos da vida e acontecimentos do mundo. Hoje, somos chamados a fazer o mesmo da palavra dada pela ciência e pelo que o Universo nos tem dito. Parecem ser revelações da autonomia e dignidade da própria natureza. Elas nos chamam a sermos cidadãos do universo e membros da grande “comunidade da vida” que, como diz a Carta da Terra, nós formamos junto com todos os seres vivos. 

Enquanto a teologia bíblica sempre distinguiu Criador e criatura, atualmente, atualmente, quem crê em Deus, o contempla incorporado ao universo. Deus é não apenas transcendente, mas também imanente. É como a alma da natureza. Não se trata de uma visão panteísta, mas do que teólogos chamam de panenteísmo: tudo não é deus, mas Deus está em tudo”[12]. Uma questão é compreender como se dá esta presença divina em tudo que existe e qual tipo de revelação decorre daí para nós.

Até certo tempo, era comum nos livros de teologia cristã a oposição entre as noções de “criação” e “natureza”. Falar em natureza seria compreender o Universo como “natural” ou algo que existe por si mesmo. Isso a fé não aceitava. Devia se falar em Criação e não em Natureza. A nova Cosmologia tem uma noção diferente desses conceitos. O biólogo Edward Wilson explica: “Natureza é aquela parte do ambiente original e de suas formas de vida que permanece depois do impacto humano. Natureza é tudo aquilo no planeta Terra que não necessita de nós e pode existir por si mesmo, isto é, sem o ser humano”[13]. A noção de “natureza” não se opõe à de criação e sim a de obra da sociedade humana.

O filósofo e espiritual judeu Emanuel Levinas retomou uma doutrina judaica do rabino Luria (século XVI) e insistiu que, pelo ato de criar, o Eterno suscita seres que são diferentes de si mesmo e que têm certa autonomia e liberdade de ser. São criaturas e não como se fossem apenas um pedaço de Deus ou mera emanação divina. Existem não por si mesmos, mas em si mesmos, autonomamente e, neste sentido, têm uma palavra, profecia ou revelação que lhe é própria. Levinas escreveu: “Certamente, é uma grande glória para o criador ter colocado em pé um ser capaz de a-teísmo (no sentido de não ser divino). É um ser que, sem ter sido causa sui, tem o olhar e a palavra independentes e está em casa”[14].  Só por este este fato, “o milagre da criação consiste em criar um ser moral” (p. 61). É por este fato do ser humano ser capaz de moral, isto é de decisão livre e autônoma que é possível a história. Assim, o ser humano tem uma palavra própria, livre e autônoma; uma revelação divina porque remete ao Criador, mas de natureza social, política e diversa das revelações religiosas. O que Levinas diz do ato divino de criar e de dar autonomia à criatura, não se aplica somente ao ser humano. Pode-se dizer de todo o Universo. Toda a criação, enquanto natureza, tem uma voz própria e se constitui como revelação atual e urgente para todo ser humano.

Mesmo na linguagem bíblica, pode-se perceber certa intencionalidade de uma autonomia para os elementos criados. Por exemplo, no início do poema da Criação, o Gênesis usa um verbo hebraico de caráter neutro: yehi que se traduz por “faça-se”. “Seja feita luz e se fez luz”. É uma linguagem impessoal e neutra. Não é dito, como quando se trata do ser humano: “façamos...”. Menos ainda se usa o pronome “eu”. Há uma distância entre o Eu que faz e o que é feito. “Parece se tratar de um gesto gracioso (“que exista!”) sem insistência sobre o doador e sim sobre o dom’[15]. Outro dado lingüístico é a ausência de artigo diante do nome da coisa criada. O texto diz yehi´or (em hebraico) “seja luz” (sem artigo). Isso se repete: “que exista firmamento”. É como se o criador convidasse a criação a acontecer, mas sendo ela e ela se faz. Poderíamos dizer: faz-se a si mesma, sob o convite e o olhar amoroso de quem a suscita. O texto acentua o caráter de autonomia da criação e de discreto afastamento do criador. O próprio Deus, ao criar, chama a atenção para a criação, em processo.

3 – Revelação de que e para que...

(Para concluir a conversa sem fechar o assunto)

Para a fé judaico-cristã, Deus se revela, revelando o seu projeto para o mundo. Ao propor sua aliança ou como mais tarde os evangelhos chamarão “o seu reino” é que passamos a conhecer alguma coisa sobre Deus. “Eu sou quem serei”. Dá-se a conhecer à medida que atuar no mundo, no meio de nós e por nós. Isso mostra a profecia contida na própria voz do universo e dos novos processos da ciência e da cultura. Podemos, aqui, sublinhar alguns elementos ou características dessas novas revelações que surgem:

a - As culturas indígenas e originarias, por exemplo, na América Latina, estão sendo capazes de suscitar e orientar novos processos sociais e políticos. Elas são objetos de novo interesse e atenção por parte de grande parte da humanidade. Em planos como saúde, ecologia e educação, essas culturas têm sido escutadas até por organizações internacionais. E isso ocorre porque se percebem nelas como que revelações autóctones, revalorizadas e como fontes de sabedoria não só para quem pertence a essas culturas, mas para toda a humanidade.

b – Essas culturas, em parte, confirmam descobertas ou intuições das ciências contemporâneas. Por exemplo, a Cosmologia atual fala das partículas e elementos quânticos como de uma “dança cósmica”. Alguns cientistas como Fritjof Capra a comparam com a “dança eterna de Lilla da mitologia hindu”[16]. Assim como a revelação bíblica fala do projeto divino para o mundo, também essas revelações novas ou redescobertas agora não são, em si, sobre Deus, ou sobre os mitos da Criação, mas sobre possibilidades de caminhos novos para a humanidade e para o Universo. 

c – Pela própria natureza da Cosmologia, ela contém novas revelações que têm natureza fragmentada e incompleta (como também é toda revelação bíblica por seu próprio caráter de revelação na história e como processo). Estas revelações questionam e relativizam as certezas dogmáticas ou míticas de antigamente.

d – Não dizemos que estas novas revelações se constituem como um “novíssimo testamento” para respeitar sua autonomia e não as apresentar como continuidade ou em dependência das revelações anteriores (para nós, cristãos, antigo e novo testamento). A própria Bíblia fala da divindade como sendo um “Deus escondido” (Is 45, 1 ss). Uma tradição judaica diz que ele se esconde e se revela, ou que, ao se revelar, se esconde e ao se esconder, dá pistas de revelação. Também as novas revelações que chegam, hoje, à humanidade não só são incompletas, como abrem novos mistérios e obscuridades com os quais devemos conviver sem negar e sem que eles nos impeçam de caminhar na clareza relativa que já nos é dada.

e – A que estas novas revelações nos conduzem? Ou elas servem para “salvar o planeta” ou não seriam de grande utilidade. As descobertas novas da Ciência apontam para a dimensão do cuidado e da reverência que o ser humano tem de reencontrar em seu caminho, para com todo o tipo de vida. São revelações de conteúdo ético e de práxis.

O mistério é nossa Paz e os caminhos religiosos, se conseguem sê-lo, podem apenas ser nossas parábolas de amor. Será que as ciências contemporâneas poderão também, um dia, ter a humildade de se assumir como outras parábolas de irmandade universal? Como, no século IV, escreveu Agostinho: “Apontem-me alguém que ame e ele sente o que estou dizendo. Dêem-me alguém que deseje, que caminhe neste deserto, alguém que tenha sede e suspira pela fonte da vida. Mostre-me esta pessoa e ela saberá o que quero dizer” (Sto Agostinho) [17]. 


[1] - Marcelo Barros é biblista brasileiro e membro da Associação Ecumênica dos Teólogos do Terceiro Mundo (ASETT). Trabalha como assessor teológico  da Pastoral da Terra, assim como assessora o Movimento dos trabalhadores sem Terra (MST) e outros movimentos populares. Tem 34 livros publicados no Brasil e alguns em italiano, com traduções em francês, flamengo e alemão. 

[2] - E.O. WILSON, A Criação: como salvar a vida na Terra,  do original inglês: The Creation – Na appeal o save life on Earth (2006), tradução São Paulo, Ed. Companhia das Letras,  2008. 

[3] -  MARCELO GLEISER, O que o Bóson de Higgs tem a ver com Deus?, in Época, 09/ 07/2012, p. 38- 39.

[4] - TRINH XUAN THUAN, La Mélodie Secrète, Paris, Fayard, 1988.

[5] - Cf. MÁRIO NOVELLO, O que é Cosmologia? A revolução do pensamento cosmológico,  Rio de Janeiro, Ed. Jorge Zahar, 2006, p. 26. 

[6] -MÁRIO NOVELLO, idem, p. 26.

[7] - Entre a numerosa literatura a qual se pode fazer referência, podemos citar A, BRAHIC, Enfants du soleil, Paris, O. Jacob, 1999  e J. ARNOULD, Dieu, le singe et le big-bang, Paris, Cerf, 2000.

[8] - HANS KUNG, idem, p. 68.

[9] - JACQUES MONOD, Le Hasard et la Nécessité, Paris, Seuil, 1970, p. 118. Lembro-me de ter visto uma tradução brasileira deste livro, mas não a encontrei para citar.

[10] Cf. O Estado de S. Paulo, 17/ 09/ 2006.

[11] - Cf.  PATRICK JANOT, Gigantes em busca do infinitamente pequeno, (Altas Energias), in revista Cientific American, n. 34, ed. Especial, 2009, p. 17. Ver ainda PATRICK PETER, A Nova Cosmologia, Jorge Zahar, 2008, p. 62 e ainda MÁRIO NOVELLO, O que é Cosmologia? idem, p. 62.

[12] - É a posição de J. Moltman em seu livro O Espírito na Criação. Sobre estas novas visões da Teologia da Criação, ver FRANÇOIS EUVÉ, Pensar a Criação como Jogo, tradução do francês, São Paulo, Paulinas, 2006. Ver, especialmente, o cap, II: a Relação da Teologia com as Ciências da Natureza, p.51 ss. 

[13] - EDWARD. O. WILSON, A Criação: como salvar a vida na Terra, São Paulo, Companhia das Letras, 2008, p. 23.

[14] -  EMANUEL LEVINAS, Totalité et Infini, Paris, La Haye, 1961, p. 30. (Existe uma tradução portuguesa: Totalidade e Infinito, Lisboa, Edições 70, 1980). Cito aqui a versão original que possuo. 

[15] - ADOLPHE GESCHÉ, O Cosmo, São Paulo, Paulinas, 2004, p. 118- 119.

[16] - F. CAPRA, O Tao da Física, São Paulo, Ed. Pensamento, tradução do francês Le Tao de la Physique, Paris, Sand, 1985, p. 203.

[17] - AGOSTINHO, Tratado sobre o Evangelho de João 26, 4. Cit. por Connaissance des Pères de l’Église32- dez. 1988, capa.

Marcelo Barros

Camaragibe, Pernambuco, Brazil

Sou monge beneditino, chamado a trabalhar pela unidade das Igrejas e das tradições religiosas. Adoro os movimentos populares e especialmente o MST. Gosto de escrever e de me comunicar.

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