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Meditação bíblica, domingo, 24 de junho 2012

Queridos irmãos e irmãs, 

Os festejos juninos, mesmo os que não são nada religiosos têm sempre um aspecto que os liga à espiritualidade e esse aspecto é a alegria. Na festa do nascimento de João Batista, as Igrejas proclamam um trecho do evangelho de Lucas no qual o anjo anuncia o nascimento do profeta João e diz: "Por seu nascimento, muitos se alegrarão". E quando João nasce, o evangelho diz que os vizinhos e amigos da família se alegraram com Isabel e Zacarias pela misericórdia que Deus tinha feito com eles: dar-lhes um filho, apesar de já serem idosos e ela ter sido estéril. Essa expressão "alegrar-se com eles" mereceria um verbo próprio. Do mesmo modo que conviver é "viver com" e compartilhar é partilhar com... , podíamos ter o verbo "co-alegrar-se" (alegrar-se juntos). É a alegria messiânica, a alegria evangélica, a alegria que às vezes é traduzida por congratulação. Hoje, as culturas indígenas estão falando em bem viver que, como diz Dom Pedro Casaldáliga, é bem conviver. Temos de aprofundar essa capacidade comunitária de viver a alegria assim: alegrar-se com a alegria do outro e ser capaz de festejar com a festa do/a outro/a. No caso de João Batista, ele nos ensina isso não só pelo seu nascimento. O quarto evangelho afirma que João Batista disse: "Quem tem a esposa é o amigo do esposo. O amigo do esposo apenas está presente e se alegra. Essa é a minha alegria: é preciso que ele (o Esposo da humanidade, ou seja, Jesus) cresça e eu diminua" (Jo 3, 29- 30). Quero eu também viver essa alegria - esse co-alegrar-se. 

Marcelo Barros

Camaragibe, Pernambuco, Brazil

Sou monge beneditino, chamado a trabalhar pela unidade das Igrejas e das tradições religiosas. Adoro os movimentos populares e especialmente o MST. Gosto de escrever e de me comunicar.

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